quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

(Obvio) Não vou me adaptar! (musicosociologia 18)

Rá! Então caros leitores... Tudo beleza com vocês? Pois é, parei com esse lance de me desculpar pelos atrasos nos escritos. Num tô cumprindo mesmo [rs]
Mas, o importante é que, estou aqui! Agora! E vou meter o aço, como diria meu amigo Jesus [Manel Vicente].

Pois bem, Passado esse momento introdutório trago uma música de uma banda que gosto muito, e só agora me pergunto por que não postei antes... Incógnitas à parte... ao que interessa!

O sonzinho que disseco sociologicamente , hoje, é o "Não vou me adaptar" do Titãs. Pensando sobre essa música, percebi que (obviamente) toda a discrição que faço está totalmente impregnada do que entendo por mundo e consequentemente carregada de minhas experiências. Acredito já ter falado isso em outra ocasião, mas, não custa reforçar... Sendo assim, colocarei minhas observações adiante..
Antes, como nunca postei nada do Titãs, uma breve retrô!



Titãs é uma banda de rock brasileira formada em São Paulo, na década de 1980. Ativa há mais de 25 anos, tornou-se uma das quatro maiores bandas do BRock, ao lado de Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso, e Barão Vermelho. Algumas de suas músicas de maior sucesso são Sonífera Ilha, Flores, Polícia, Familia, Comida, O Pulso, Go Back, Domingo, Enquanto Houver Sol, Homem Primata, Bichos Escrotos, Cabeça Dinossauro, Prá Dizer Adeus, Marvin, AA UU, Epitáfio, Diversão, e a mais recente Porque Eu Sei Que é Amor.

Fonte (não muito confiável) Wikipedia


 Ninguém melhor pra se falar em não adaptação! ^^


Não Vou Me Adaptar
Titãs


Eu não caibo mais
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...

Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...

Eu não tenho mais
A cara que eu tinha
No espelho essa cara
Não é minha
Mas é que quando
Eu me toquei
Achei tão estranho
A minha barba estava
Desse tamanho...

Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...

Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!...



Então, Go!

Como falei anteriormente, tudo estará impregnado de minhas experiências. O que quer dizer que enxergo, partindo das mudanças hormonais da puberdade sofridas por mim, ou seja, já de inicio entendo que essa música se trata de quando o jovem se toca de como tudo anda mudado... Ex:
  "Não caibo mais nas roupas que eu cabia", "Não encho mais a casa de alegria". O que é comum quando somos crianças, quando estamos menos dispostos a nos impor no seio familiar... Sobre "os anos se passaram enquanto eu dormia, e quem me queria bem me esquecia" Qual adolescente não perde várias e várias manhãs dormindo pra curar o "Bode" da noite anterior? Só pra reforçar a noção que tenho da "historia" da música. 
  Como dito antes, quando começamos a nos impor... Ai começamos a perceber que o "bem querer" das pessoas começa a se diferenciar, principalmente quando existem outros que possam saciar essa "alegria" na casa. Mais um reforço é: " Será que eu falei o que ninguém ouvia, será que eu escutei o que ninguém dizia. Eu não vou me adaptar". Olha ai as opiniões se formando...[rs] Percebemos isso quando começamos a tentar, pelo menos,  conversar sobre tabus dentro de casa. São assuntos que não se falam e, por isso, prefere-se não se ouvir [saca?]
 E por fim, " Eu não tenho mais a cara que eu tinha, no espelho essa cara não é minha. mas é que quando me toquei achei tão estranho, a minha barba estava deste tamanho" Exemplo melhor pra "mudança", "amadurecimento" etc, do que a barba crescida? Pois é...
  Bom, é partindo desse ponto de vista que acredito que o Arnaldo Antunes e o Nando Reis, queriam falar sobre a mudança e os problemas enfrentados pelos jovens nessa fase tão estranha...

Por hora é isso...
No mais, inté quando dé!

2 comentários:

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